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	<title>edermarques.net &#187; Crônicas</title>
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	<description>As Aventuras de um geek hackeando o Universo</description>
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		<title>A caminho do grunhido</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 05:22:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frolic</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava aproveitando a manhã de Domingo pondo os meus feeds em dia quando um artigo no jacaré banguela (um dos meus blogs favoritos de humor) me chamou a atenção. Era sobre uma estrevista de José Saramago, que em certo momento comentava sobre o twitter. Saramago, que inclusive tem um blog, disse:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava aproveitando a manhã de Domingo pondo os meus feeds em dia quando um artigo no <a title="Jacaré Banguela: A involucao da escrita" href="http://buzz.globo.com/jacarebanguela/2009/08/20/a-involucao-da-escrita/" target="_blank">jacaré banguela</a> (um dos meus blogs favoritos de humor) me chamou a atenção. Era sobre uma estrevista de <a title="José Saramago" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Saramago" target="_blank">José Saramago</a>, que em certo momento comentava sobre o <a title="Twitter" href="http://twitter.com/edermarques" target="_blank">twitter</a>. Saramago, que inclusive tem um <a title="O caderno de Saramago" href="http://caderno.josesaramago.org/" target="_blank">blog</a>, disse:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-271 aligncenter" title="saramago-twitter - original http://buzz.globo.com/files/136/2009/08/saramago-twitter-o-globo-2-jb.jpg" src="http://blog.edermarques.net/wp-content/uploads/2009/08/saramago-twitter-o-globo-2-jb.jpg" alt="saramago-twitte - original http://buzz.globo.com/files/136/2009/08/saramago-twitter-o-globo-2-jb.jpg" width="600" height="157" /></p>
<p>Na hora em que li a <a title="José Saramago comenta sobre o twitter" href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2009/07/26/jose-saramago-fala-sobre-twitter-lula-seu-novo-livro-208101.asp" target="_blank">entrevista</a>, me veio a mente uma sessão nostálgica de uma aula de português no segundo grau (<em>caramba, isso foi no milênio passado..</em>.), onde discutimos exatamente isso. O exemplo utilizado foi o seguinte. No Brasil imperial e por algumas décadas que se seguiram, quando se estava em uma roda de amigos e desejava sair, usava-se a seguinte frase:</p>
<blockquote><p>- Vamos em boa hora.</p></blockquote>
<p>Muito esquisito, não acham?  Com o passar do tempo, a construção diminuiu para algo menos pomposo:</p>
<blockquote><p>- Vamos embora.</p></blockquote>
<p>Ah! Esta eu já ouvi.  Mas a busca pela &#8220;melhoria&#8221; do idioma movido pela preguiça e inicialmente pelos 140 caracteres do SMS , acabou colocando-a em desuso, incluindo na linguagem falada. Pra que usar duas palavras quando podemos usar apenas uma?</p>
<blockquote><p>- Vambora!</p></blockquote>
<p>Agora sim! Estamos quase lá! <em>&#8220;Vambora que senão vamos chegar atrasados!&#8221;</em>.  Porém, ainda podemos reduzir um pouco mais:</p>
<blockquote><p>- Bora!</p></blockquote>
<p>Opa! 4 caracteres! Duas sílabas para pronunciar! <em>&#8220;Bora ali buscar uma cerveja pra comemorar&#8221;</em>. Mas somos brasileiros, e não desistimos nunca! Dá pra usar só uma sílaba!</p>
<blockquote><p>-Bó!</p></blockquote>
<p>Tchan! Perfeito! Aqui em Dili é difícil escutar, mas quando estava no Brasil, era <em>&#8220;bó na festa hoje?&#8221;</em>, <em>&#8220;bó tomar uma?&#8221;</em>, <em>&#8220;bó no Fisl esse ano?&#8221;</em>. Bó pra cima e pra baixo.</p>
<p>Saramago está certo. Estamos a caminho do grunhido! <em>Argh!</em> <em>Wow!</em> e <em> Eah!</em></p>
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		<title>Quando o autruismo supera a indiferença</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 14:06:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frolic</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos cercados de tantas atrocidades que mal paramos para racionalizar boa parte do que vemos na paisagem nem sempre glamourosa de nossa cidade. Não raro cruzo com alguns personagens de rua e divago sobre as possíveis origens, sobre o que os levou a esta situação. Mas tão logo o sinal abre a correria da vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos cercados de tantas atrocidades que mal paramos para racionalizar boa parte do que vemos na paisagem nem sempre glamourosa  de nossa cidade.</p>
<p>Não raro cruzo com alguns personagens de rua  e divago sobre as possíveis origens, sobre o que os levou a esta situação. Mas tão logo o sinal abre a correria da vida recai sobre mim e tais divagações dissipam-se rapidamente.</p>
<p>Não foi o caso de  Jânio Alcântara, que conseguiu desatar-se dos laços da indiferença urbana e, ao puxar conversa com um morador de rua, acabou encontrando Silvio Tadeu da Cruz, um ex-universitário de engenharia, com parentes que há 10 anos o buscam. Eu mesmo já havia cruzado várias vezes com o Silvio, contudo sem oferecer mais do que alguns segundos de olhar.</p>
<p>Esqueça os programas sensacionalistas de Domingo e suas caridades. Isto sim é um exemplo de como podemos mudar, se não o mundo, ao menos algumas vidas.</p>
<p>Como não encontrei um contato para solicitar reprodução do texto, fica um trecho e o <a href="http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/761979.html" title="anjos das ruas: quando o altruismo supera a indiferenca" target="_blank">link para o original</a>.</p>
<p><em>Ao contar uma história de solidariedade, o escritor Pedro Salgueiro abre o questionamento: se uma pessoa de boa vontade consegue salvar uma vida, o que não fariam os poderes estaduais, municipais e federais se tivessem um mínimo de boa vontade?</em></p>
<p>Uma boa leitura. <img src='http://blog.edermarques.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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