Cruzando o mundo rumo a Dili – segunda parte

Ainda não consegui mudar para um local com internet, por isso os posts ainda não estão freqüentes. Mas vamos continuar com o relato da aventura que foi cruzar o mundo rumo a Díli.

Na primeira parte, falei sobre 3 trechos, os mais longos por sinal. Ficou faltando Austrália e o Timor propriamente dito. Vejamos.

Sidney

Como eu precisava pegar um vôo doméstico até Darwin, tive que sair da parte internacional do aeroporto. Imenso. O maior que vi até agora.

Na aduana, quem me atendeu foi um simpático senhor, com 3 argolas na orelha e o braço esquerdo todo tatuado. Bem diferente do Brasil. Foi ele quem deu a primeira carimbada no meu passaporte.:)

Passei pela fiscalização alimentar numa boa, e me encaminhei para fazer o check-in, desta vez pela companhia Qantas. No saguão, um bom exemplo de diversidade: encontrei pessoas de turbante, e o que mais me chamou atenção, uma jovem senhora de burqa. Vestida completamente “dos pés à cabeça”, só fica mesmo as mãos do lado de fora e uma brecha para os olhos. O detalhe era o marido usando jeans e uma jaqueta americana, mas enfim, cultura é cultura.

Dei uma olhada rápida no duty free à procura de um itouch, mas não achei. Fica pra depois.

A bordo de um Airbus, fiz um vôo tranqüilo até o penúltimo destino, onde passaria uma noite.

Darwin

Ao contrário de Sidney, o aeroporto de Darwin é bem pequeno. Na verdade, acabei descobrindo que é uma cidade pequena também. Procurei um cyber café para enviar notícias a minha noiva, e havia apenas uma única máquina para acesso (com firefox!), a base de moedas. Uma ida a casa de câmbio, e tudo resolvido.

Enviei uns poucos emails e aproveitei para fazer um post. Era mais ou menos meio-dia e o vôo para a Díli seria apenas as 13:30 do outro dia, iria pernoitar lá.

Um amigo havia me indicado um lugar chamado Melaleuca Hostel para me hospedar. Fui ao serviço de informações e me lembrei de outra dica: existe um serviço de transporte chamado shuttle saindo do aeroporto para vários destinos da cidade. Perguntei se passava no melaleuca, e ela informou que sim, e que custaria AU$9,00.

Aqui, ao contrário do Brasil, dirigi-se na direita. Meio esquisito a principio. Pelo caminho vejo que a cidade é muito arborizada, com um ar de interior e vida pacata.

Chego ao ponto final. É preciso apenas atravessar a rua e já estou de frente ao hostel. Solicito um quarto individual e corro pra tomar um banho: já era Segunda e o último havia sido no Sábado de manhã. 😀

O hostel é bem bacana. Focado em backpackers, tem quartos compartilhados por AU$ 22,00, com cozinha e banheiros coletivos, além do quarto individual com banheiro privativo, bem mais caro por sinal.

Depois de uma bela descansada, dou uma esticada até o Bar na beira da piscina para provar cerveja australiana e gastar um pouco o inglês. Após umas 3, voltei para o quarto e dormi feito neném. :)

No outro dia, ainda sobre o efeito do jet lag acordei ligadão as 5:30 da manhã. Enrolei até umas 7 e então fui tomar café. Há vários restaurantes ao lado do melaleuca, então não foi problema encontrar um breakfest decente.

Aproveitei para ir ao supermercado para ver o que tinha de diferente, comprei umas blueberry para experimentar (gostosinha a fruta!) e voltei para o hostel.

Ao fazer checkout e pedir um taxi, outra surpresa: o carro era um toyota camry novo, com gps, cambio automático e sistema de navegação(depois acabei descobrindo que a maioria dos taxis é assim). Foi a primeira vez que pensei na hipótese de ser taxista. :)

No aeroporto fiz check-in pela Air-north e tive que pagar excesso de bagagem. Só é permitido 15kg por passageiro, e cada quilo excendente custa AU$ 5,00.

Neste trecho final, uma agradável surpresa: o vôo que me levou a Díli foi feito em um avião da EMBRAER, de nome brasília. :)

O vôo foi tranqüilo (só podia, aeronave brasileira :p) e em menos de duas horas lá estava eu desembarcando no Aeroporto Internacional Nicolau Lobato. Aqui eu passaria pelo menos 6 meses da minha vida.

Quais supresas e novidades me aguardam? pensei, ao pisar em solo timorense. Isto só o tempo poderá responder.

3 Responses to “Cruzando o mundo rumo a Dili – segunda parte”

  1. Saudades!!!!

    B:******S

  2. É o EMB-120 da Embraer está espalhado em todo o mundo.
    Só por curiosidade, o avião é confortável?

  3. Oi Daniel,

    AS poltronas não são reclináveis, e com o meu tamanho (1,87m) isso torna um pouco difícil dizer que o avião é confortável, mas com exceção disso o avião pareceu-me confortável sim. :)

Leave a Reply