O natal na prisão

Este ano a festa de Natal foi na prisão.Calma, não cometi nenhum crime, tampouco estava visitando algum parente perigoso. Explico: o Ministério da Justiça resolveu fazer uma festa de Natal conjunta para todos os orgãos do sistema (procuradoria, defensoria, juizados, etc) e escolheu como lugar nada mais nada menos que a prisão!

Natal na prisao

A festa foi legal. Havia guardas e pessoas pra tudo quanto é lado (eu sei, guardas são pessoas também, mas minha noiva vai achar mais seguro o lugar com a sentença nessa forma). A comida também estava muito boa. Eu perguntei ao Rubem, um timorense muito gente boa que trabalha comigo se estava tendo uma festa lá dentro para os presos, ao mesmo tempo. Ele disse que não, que os presos estavam lá fora também, com roupas para diferenciar e impedir que eles tentem fugir. Quase tive um treco. Fui conferir com um dos responsáveis pela prisão, e fiquei mais tranquilo em saber que o Rubem estava enganado, eles estavam lá dentro, e não sairiam. :)

Outra coisa interessante que acotneceu foi a chefe de toda a rede penitenciária (são 3 prisões no Timor) pegar o microfone e começar a cantar músicas de natal. E deu um show, a mulher canta muito bem! Estava muito quente, e não tinha sombra para todo mundo, então acabei indo embora logo. Mas essa foi uma daquelas experiências que vou lembrar por muitos anos.

3 Responses to “O natal na prisão”

  1. Cuidado pra não ser preso tb, brow! Ei, a comida é igual ao do lugar onde foi ao teu bota fora (New Florida)? Hehehe…
    Valeu!

  2. O Natal é isso mesmo! Muita confraternização e aleegia! Mas, agora, em Timor Leste a coisa ta feia! Pelo menos é o que a gente vê na televisão.
    Abs,
    Amilton.

  3. Oi Amilton. Tirando o calor e a saudade das pessoas no Brasil, o resto é suportável. Não tem as facilidades que temos nas grandes cidades brasileiras, mas aqui não tenho medo de assalto e tenho tempo para andar de bicicleta, correr e fazer mergulho. :)

    Nao tenho visto o Timor na mídia ultimamente, mas o último problemão que ocorreu foi em 2006. Agora a situação está bem mais tranquila.

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