Curtindo a vida adoidado

Quando era adolescente, sempre achei o Ferris Bueller sensacional. A coragem, a audácia, toda a astúcia que eu gostaria de ter, condensadas em uma única personagem. Neste Sábado resgatei um pouco deste que poderia ter sido um bom companheiro de farras nos tempos da Escola Técnica. Eis que o dia começa com uma agenda lotada. Pela manhã, reunião organizacional do III FCSL. Saí para almoçar com a patroa, e nada como uma rede na casa da sogra, para se balançar e fazer a digestão. Antes que o sono chegasse de vez, resolvi ir em casa, dormir um pouco, tomar um bom banho e se preparar para o último dia de Ceará Music, um dos maiores festivais de Pop Rock da América Latina, e que estava acontecendo quase no quintal da minha casa.

Apesar do grande número de crianças presentes (Onde está o Juizado de Menores que permite a presença de aborrecentes com menos de 14 anos em shows desse tamanho???) os shows que assisti foram muito bons. Conseguimos chegar a tempo de ver Los Hermanos. Ufa!

Na noite de quinta-feira eu havia prometido a minha namorada que iria com ela em um dos “brinquedos” montados no grande espaço que era reservado ao evento, no Marina Park Hotel. A Arena da coca-cola dispunha do que há de mais moderno em ferramentas de emoção em massa…

A mais concentrada delas – talvez por isso tenha sido batizada de Vibe Adrenalina – tratava-se de uma cabine levantada por guindaste, da qual as pessoas eram soltas em queda livre a uma altura de 45 metros! Isso mesmo, 45 metros, 49,7 jardas, 147,6 pés, 1771,6 polegadas!

Após enfrentar uma fila de mais de uma hora, é chegada a vez de provar de que são feitos os programadores e sys admins. Fomos na cabine eu, a Layla, e mais dois desconhecidos.

A vista é inacreditável. Abaixo, a visão de todo o show, e do que seriam 30 mil pessoas presentes. Ao lado, toda a Fortaleza, deslumbrada do alto de um guindaste.

Sou o segundo a ser arremessado. Para dar um pouco mais de emoção, o macacão de proteção foi vestido não tão corretamente em mim pelos assistentes, dando um pouco de trabalho para o auxiliar que ficava na cabine. Não teve jeito, tive que descer daquele jeito.

Foram os 3 segundos mais ansiosos da minha vida. A liberdade, a adrenalina, e porque não o medo, foram sensações que se entrelaçaram neste momento em que me confundia entre um suicida ou pássaro de asas quebradas.

Felizmente a rede conseguiu me segurar, apesar dos arranhões no meu braço, devido ao choque em alta velocidade.
Fiquei então, ainda assoberbado tamanha a emoção, esperando a vez de minha namorada, que foi a última a saltar.
A noite foi toda de comemoração, de curtição deste extâse que é flutuar.

Descansamos (?!) ao som de Cidade Negra. Depois fomos a uma das 3 tendas eletrônicas curtir o som do Dj Marky, até as 3 da manhã.

É Ferris, desta vez você ficou pra trás…

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